29.4.11


Hoje apeteceu-me voltar a escrever sobre ti, sobre mim ou sobre nós, que acaba por ser a mesma coisa. Apeteceu-me relembrar-nos, porque no fundo, o que nos restam são recordações e porque não fazê-lo, se relembrar é viver? Hoje apeteceu-me lembrar aquela noite quente em que começámos, lembro-me como se fosse hoje, mas também lembrar o dia em que acabámos. Apeteceu-me relembrar o dia de praia e todas as manhãs, tardes e noites em que estávamos juntos. Apeteceu-me relembrar todos os beijos e abraços. Apeteceu-me relembrar todos os “amo-te” que dissemos um ao outro. Apeteceu-me relembrar todas as promessas que ficaram por cumprir e todas as promessas que foram cumpridas. Apeteceu-me relembrar alguém que me fez bem, que me fez crescer, que me fez ver a vida de outra forma. Que me deu a conhecer algo que eu pensava que conhecia mas que no fim me era completamente estranho. Apeteceu-me relembrar as nossas conversas que eram um bocado ingénuas mas que ainda assim eram sentidas. Sinceramente dou muito mais valor àquilo que tivemos, agora. Agora percebo tudo o que poderia não ter perdido, mas que devido à minha insegurança, perdi. Muito honestamente, penso que poderia ter-nos salvo, mas não o fiz. Lutei por ti, mas cheguei ao ponto em que desisti. Não foi por mal ou por não gostar mesmo de ti, mas foi por não ter forças para nos agarrar. Agora percebo que nada é para sempre, e que não vale a pena magoar-me e pensar que tudo poderia ser diferente e que tudo acabou por minha culpa. E além disso, também não tiveste força suficiente para lutar por nós. Se me perguntassem se eu ainda te amo eu, muito provavelmente, diria que não, porque embora eu ainda te procure e ainda sinta necessidade de te ter, passado este tempo todo, já não consigo olhar para ti da mesma maneira, porque ambos mudámos. O melhor de tudo é que não te guardo qualquer rancor porque sei que a culpa nunca foi tua, nem minha. Ou então foi, mas de ambos. No fundo, tu só me deste coisas boas. Mostraste-me o que é o amor realmente sentido, e mesmo sem saberes deste-me força para lutar por ti, mesmo sendo em vão. Porque há sempre uma volta e “never too late” para voltarmos a reconstruir algo que acabou. Sei que não irei ter coragem de te enviar isto, até porque não valia a pena. Depois de todos os sentimentos e momentos partilhados, guardas-me imenso rancor. Gostaria de poder mudar isso, mas isso só depende de ti e da tua capacidade em esquecer todas as fases más. Pela primeira vez consegui lembrar-me de tudo sem chorar. Pela primeira vez consegui “reviver” tudo sem me  doer por dentro e sem pensar que tudo acabou por minha causa. Fico contente, porque pela primeira vez consegui dizer tudo sem me matar por dentro. Marcaste, sem dúvida

Friends, again ? *

3 comentários:

PauloSilva disse...

Muito obrigado Ana.

Gostei deste teu textinho :)
Há coisas que acabam mas que nos ajudam a crescer tanto... *

Inês Figueiredo Santos disse...

de nada e obrigada :)
adoreiiii!

disse...

ele é so uma das pessoas mais importantes da minha vida (: