9.6.11
R de Refúgio*
São 21:28, olho em volta e vejo pessoas, pessoas essas que na maioria me são indiferentes, sou simplesmente obrigada a conviver no meio delas. Sinto-me diferente, tanto por dentro como por fora, sinto que à medida que os anos passam transformo-me tanto que por vezes já nem me reconheço, por vezes não sei quem é esta rapariga que veste as minhas roupas, que age como eu, que convive com os que me são mais próximos, por vezes sinto-me distante, sem vontade de ser eu, cansei-me da monotonia dos dias, da cor, da personalidade, do tempo.Por vezes sinto que não me enquadro neste estranho lugar, mas pouco importa mais tarde ou mais cedo eu irei seguir os meus instintos e isso me levará exactamente onde eu deveria estar. Criei a imagem de uma pessoa forte, serve-me de escudo quando me sinto mais vulnerável, mas a verdade é que esta imagem esconde por detrás a pessoa frágil e fraca que sou, tenta esconder todas as marcas e todas as lágrimas que caiem pelo rosto e mostra sempre um sorriso de orelha a orelha para que eu tente não fraquejar. Esta imagem fez-me perceber que as unicas criticas construtivas são aquelas que me são ditas olhando nos meus olhos, o resto são apenas opiniões vistas com maus olhos. O meu refugio de toda esta confusão são as palavras, são elas que me deixam expressar sem medo, que só me ouvem e não criticam, ou seja, para mim as palavras têm este duplo poder e sentido.
Feito por
Ana Jesus
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Um comentário:
que bonito *.*
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