2.6.11

N de Ninguém*



"Pessoas perfeitas são como uma parede de escalada. É necessário esforço, força de vontade e espírito de conquista para conseguirmos escalar. Quando temos uma parede de escalada à nossa frente e começamos a escalar, temos muitos sítios onde pôr os pés e as mãos. Temos vontade de subir. Temos força. Estamos já a meio da parede; as dificuldades aparecem: há menos pregos, há mais vontade de chegar ao topo, porém vamos enfraquecendo. Vemos o topo, vemos a meta. Está a poucos metros! Mas uma perna mal colocada, um braço pouco esticado faz com que o topo (por mais perto que esteja) fique mais longe da nossa vista. São assim as pessoas perfeitas. Quando as conhecemos é tudo um mar de rosas, ficamos cheios de vontade de as “escalar”. À medida que as vamos conhecendo melhor, damos conta dos seus pontos fracos, dos seus defeitos, mas continuamos a gostar delas. E quando pensamos que as temos na mão, essas pessoas perfeitas de quem tanto gostamos abandonam-nos, dão-nos uma desilusão. A maior desilusão das nossas vidas, talvez. É verdade que qualquer um pode aprender a escalar e que qualquer um pode tentar ser perfeito, mas nunca conseguirá sê-lo. Escalar é o melhor da vida, mas já desisti de procurar a 'parede' perfeita!"

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